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Desapego

  • Foto do escritor: Claudia Jahnke
    Claudia Jahnke
  • 11 de abr. de 2022
  • 2 min de leitura

Quase nunca refletimos sobre como viemos parar aqui na Terra, nesta encarnação. Nascemos nús sem que nada, além do amor, seja importante. Confiamos naqueles que zelam por nós e à eles entregamos nosso primeiro sorriso, nosso primeiro olhar. E conforme crescemos nosso foco continua sendo no amor e no carinho daqueles que nos rodeiam. Crianças são desapegadas. Mas com o passar do tempo ensinamos a esta criança, através dos atos de dar bens materiais, que estes bens representam o amor.

Quantos já ouviram crianças falando: se tu me amas, vai me dar o que estou pedindo! É cruel, mas é uma realidade ensinada às crianças.


Com o passar do tempo vamos nos apegando: à bicicleta, ao nosso quarto, ao namorado, ao marido, enfim, coisas e pessoas passam a fazer parte das nossas posses. E este grande engano, ensinado dentro de nossas casas, nos causa dores gigantescas na fase adulta. Podemos perder tudo de material que temos num piscar de olhos, assim vivenciam todas as pessoas em catástrofes naturais, em guerras. E quanto a perder pessoas? Esta é a parte que revela a natureza mais inferior do ser humano. Quando alguém se retira de nosso convívio e nós não compartilhamos do mesmo sentimento, ou seja, queremos que esta pessoa continue ao nosso lado, começa uma verdadeira guerra na relação. Chantagens emocionais, brigas, tentativas de mudar em si o que ainda não é possível mudar ou, até mesmo, não deve ser mudado para agradar o outro. E por aí vai, inúmeras artimanhas que beiram a loucura, quando não se chega a este limite.


Pessoas tirando a vida um do outro em nome do "amor", prejudicando, caluniando, mentindo. E isso acontece por não sabermos deixar ir aquele que nunca nos pertenceu. Os relacionamentos existem para trazer felicidade, ninguém deve sofrer para ficar ao lado de um companheiro. É claro que não me refiro aqui às problemáticas normais de um relacionamento e sim aos abusos, agressões e violências emocionais aos quais ninguèm deve se submeter.


Que possamos todos os dias ao acordar lembrar o que é verdadeiro, o que podemos carregar de nosso: o conhecimento, valores éticos, emoções equilibradas e o amor verdadeiro por nós mesmos em primeiro lugar e por todos os demais seres vivos. Portanto, quanto do seu tempo está sendo dedicado ao seu ser infinito? O que você pode fazer para iniciar um processo de desapego? Como desaprender sentimentos equivocados como o de posse? Ser leve significa ter a capacidade de recomeçar, sem rancor, sem mágoa, buscando todos os dias o que é real nesta vida: quem somos e onde queremos chegar através da evolução do nosso ser.

 
 
 

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