Obediência e resignação
- Claudia Jahnke

- 24 de abr. de 2023
- 2 min de leitura
Muitos devem estar pensando que a reflexão da semana será sobre fechar os olhos e seguir obediente o que nos dizem pra fazer. Fora de questão! Meus anos de atuação no jornalismo mostraram que questionar e buscar respostas deve ser uma premissa. O Espiritismo é a religião que faz sentido pra mim porque se apoia na fé raciocinada, ou seja, não é porque é uma obra espírita que vou acreditar. Vou me instruir, refletir sobre o conhecimento adquirido e então aceitá-lo ou não como uma referência de acordo com minhas convicções.

A obediência é o consentimento da razão e a resignação é o consentimento do coração, de acordo com o Evangelho Segundo o Espiritismo Cap. IX.
É aqui que quero chegar, na obediência sendo o consentimento da razão, ou seja, obedecer àquilo que faz sentido e que, de forma raciocinada, concordamos, nos afinizamos. A obediência imposta está com os dias contados. Os novos seres que estão reencarnando têm uma percepção muito fina do que é certo e errado, do que é apropriado e do que foge à verdade. Instituições que se fazem valer pelo medo, em qualquer instância, não terão apoiadores dentre poucas décadas. A parceria terá que reger as relações.
E a resignação é o consentimento do coração porque esta é a única forma de tocarmos o outro e sermos tocados por ele. Uma genuína e fraterna abordagem capaz de nos impelir com a mais pura vontade a aceitarmos algo, pois teremos certeza de que estará sendo pelo bem comum e que estaremos desta forma ajudando o todo.
Obediência e resignação como virtudes companheiras da doçura e jamais confundidas com a negação do sentimento e da vontade. (ESSE – Cap. IX)
Quanto mais evoluímos mais doces e tranquilos nos tornamos, os acessos de raiva demonstram que ainda estamos no início de uma caminhada. Que possamos com esta reflexão ressignificar o sentido da obediência e resignação e que cada uma das pessoas que lerem este texto possam também buscar suas conclusões sobre o assunto.



Comentários