A Família na Visão do Espírito.
- Claudia Jahnke
- 6 de mar. de 2018
- 2 min de leitura

A concepção de família no mundo material, segundo uma visão espiritualista, é a de uma grande escola para o nosso progresso moral, para o desenvolvimento da afeição que leva ao amor. Ora, daí a necessidade de reencontrarmos em nossas famílias afetos e desafetos. De que outra maneira nós poderíamos evoluir já que ainda pertencemos a um planeta de provas e expiações?
Há famílias que são constituídas, em sua maioria, por espíritos que têm o mesmo gosto, existe uma identidade de progresso moral e afeição. Mas ainda em famílias harmonizadas como este exemplo é planejado que venham espíritos menos adiantados a fim de receberem conselhos e bons exemplos, que poderão acelerar o seu progresso.
Já a família espiritual se encontra também na encarnação atual, alguns na própria família terrena, outros que vamos encontrando ao longo do caminho, os amigos tão queridos. E estas pessoas, capazes de nos entender, apoiar e nos ajudar a vencer obstáculos são nossa verdadeira família. Encarnamos próximos para que tenhamos uma fonte de felicidade, aquele sorriso no rosto que estampamos quando vemos alguém que tanto amamos.
No planejamento das famílias terrenas, que ocorre ainda antes de virmos para este plano, nos reunimos com nosso mentor espiritual e traçamos objetivos individuais, por conta de nossa necessidade de evolução, e para que tenhamos experiências que nos oportunizem crescimento espiritual, necessitamos do outro. Então temos apoiadores e também complicadores em nosso seio familiar. E como para quase todos é bem mais fácil tolerar os erros dos amigos, aceitar e apoiar, na família é onde demonstramos nossa verdadeira personalidade, a congênita, aquela que o espírito carrega. E o pavio vai ficando mais curto a medida que a convivência aumenta.
Os pais ao identificarem a personalidade congênita de seus filhos precisam, antes de mais nada, PACIÊNCIA. Esta virtude é a que possibilitará o crescimento de pais e filhos. O entendimento de que um filho que nos traz tristezas, desgostos, não está por acaso na nossa família. E todos envolvidos neste relacionamento tem um comprometimento em relação a este ser em evolução. Não existem culpados e nem vítimas, todos estão em processo de cura.
A dificuldade que temos em reencontrar inimigos do pretérito, de outras encarnações, é explícita em cada um de nós, gerando sentimentos de repulsa, ódio, desconfiança e tantos outros. Amai os vossos inimigos, nos disse Jesus. Mas na verdade ele não queria dizer amar o inimigo como se ama a um amigo e sim amar no sentido de entender que existe uma desavença entre nós, que possamos lidar da melhor forma possível com este ser.
Estes são apenas alguns motivos pelos quais é tão difícil a convivência em planetas de baixo desenvolvimento moral, como o nosso. Mas são através destas dificuldades e nossas habilidades em ultrapassá-las que, aos poucos, vamos evoluindo
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