O Contra Raciocínio
- Claudia Jahnke
- 27 de fev. de 2018
- 2 min de leitura

Quando ouvimos histórias das pessoas com as quais convivemos, muito frequentemente nos deparamos com dois papéis: a vítima e o algoz. Faz parte da cultura humana esta interpretação e é como realmente estas pessoas se sentem. “Nossa, nem acredito ainda o que me aconteceu... Sabe o fulano, pois é, me aprontou uma...” Quantos de nós já partilharam o início de um desabafo bem semelhante?
Esta é a versão persona falando, ou seja, o nosso ego, baseado na experiência de vida atual, contrastando o que sentimos com o como gostaríamos de ser tratados. A versão persona de cada um carrega equívocos que nos levam constantemente a cair em armadilhas. Por exemplo, começo um novo trabalho e chego de peito aberto, disposto a desenvolver parcerias, compartilhar conhecimento e aprender com os colegas. Neste ambiente de trabalho, sem conhecer as outras pessoas, espero que com esta atitude todos retribuam com a mesma abertura, tenham as mesmas expectativas em relação à mim. Por sua vez, cada membro daquela equipe tem a sua visão persona, que pode compactuar com a minha ou ser oposta. Assim que percebo estas diferenças, de acordo com minhas características pessoais irei me sentir: rejeitado, triste, indiferente, desmotivado e por aí vai.
Neste exemplo, qual seria o contra raciocínio? É a versão espírito dizendo: cada ser tem uma história de vida espiritual que resulta na maneira dele lidar com a vida atual. Eu tenho dificuldades, assim como os outros. Desta forma poderei me harmonizar com alguns e encontrar sérias dificuldades com outros.
A versão espírito encara a vida de uma forma ampliada, constrastando o óbvio com o oculto, ou seja, se estamos enfrentando uma dificuldade, o que tenho que aprender? Por que pessoas diferentes se encontram em ambientes como o de trabalho, família, estudos e mais dia menos dia nos propiciam alegrias e tristezas?
Todas as pessoas com as quais convivemos são espíritos, como nós, em evolução e precisam umas das outras para vivenciarem situações que pontuem suas dificuldades para que então as percebam e possam, com o tempo, aprimorá-las.
Alguns podem estar se perguntando: Mas então é assim? Nascemos num meio desfavorável para gerar o crescimento, apenas pela dor? Não! Por isso temos em todos os ambientes em que circulamos pessoas com as quais temos afinidade, compartilhamos dúvidas e dores e que nos ajudam, através do amor, a entender e passar por estas situações conflitantes.
Usemos o contra raciocínio nas situações pelas quais passamos diariamente e com maior chance de êxito sairemos de armadilhas diárias e as pessoas que são nossos gatilhos, ou seja, disparam em nós o que temos de pior (sentimentos negativos), serão facilmente identificadas e, talvez, consigamos nos defender sem criar atritos.
Boa sorte pra nós!



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